quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Ausência

O número, de onde chegavam sms, era o mesmo
Mas, TU, não estavas…
 A casa para que voltava era a mesma
Mas, TU, não estavas…
A hora de jantar era a mesma
Mas, TU, não estavas…
A lua que se erguia no céu era a mesma
Mas, TU, não estavas…
A cama onde me aninhava era a mesma
Mas, TU, não estavas…
O sol que nascia era o mesmo
Mas, TU, não estavas…
A paisagem lá fora era a mesma
Mas, TU, não estavas…
O caminho para o trabalho era o mesmo
Mas, TU, não estavas…
O caminho de regresso a casa era o mesmo
Mas, TU, não estavas…
As responsabilidades eram as mesmas
Mas, TU, não estavas…
Os amigos eram os mesmos
Mas, TU, não estavas…
A família era a mesma
Mas, TU, não estavas…
O amor era o mesmo
Mas, TU, não estavas…

As certezas deixaram de ser as mesmas…
As preocupações deixaram de ser as mesmas…
EU deixei de ser a mesma…
E TU, onde estavas…?


Sofia Cardoso
30 de outubro de 2014

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Pudim para Mim

Recebi um pudim…
Não foi comprado,
Fê-lo para mim.
Tão
Malandro, este pudim…!
Parecia encantado
Por me deixar assim.
É que
O caramelo do pudim,
Bem acastanhado,
Fez-me chorar, sim!
A verdade,
É que este pudim,
Cremoso e açucarado
Serviu de festim.
Porque
Não é SÓ um pudim…
Mas uma espécie de abençoado
Até que enfim!
Como que
A vitória do pudim
Depois de enfrentado
Tanto frenesim.
Logo,
Para mim, o pudim
Para ti, um obrigado,
Querido querubim...
Pois
Melhor do que o pudim,
É tê-la a nosso lado
A rir-se do bicho ruim.
Resumindo:
Bendito sucesso do pudim
Bem comparado
À sua teimosia sem fim.
Sendo assim,  
Viva o pudim,
O coração sossegado
E os pós de perlimpimpim!


                                    

             
                                                                  Sofia Cardoso
28 de outubro de 2014

sábado, 25 de outubro de 2014

Há 2 Anos...

Há 2 Anos partiste…
Não desististe,
Simplesmente, não resististe
À dor, à doença.

Há 2 anos deixaste-me…
Não quiseste,
Simplesmente, libertaste-me
Da dor, da descrença.

Há 2 anos voaste…
Não fugiste,
Simplesmente, Deus quis-te,
Sem dor, na Sua presença.

Há 2 anos despediste-te…
Não te apercebeste,
Simplesmente, foste...
Ficou a dor, da tua sentença.

Há 2 anos brilhaste…
Não te escondeste,
Simplesmente, uma estrela ocupaste
Porque a dor, no céu, não tem licença.

Sofia Cardoso
25 de outubro de 2014

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Efeito Rebanho

Nunca fui muito de modas, daí que aquela velha história de um faz e, por qualquer razão estranha, de repente vai tudo atrás, sempre foi algo que me irritou solenemente, até porque nunca gostei de ter quem me limitasse o horizonte ou guiasse no percurso.
Para além de ser um fenómeno revelador de falta de personalidade, é também, lamentavelmente, um indicador da preguiça que a malta tem hoje de pensar pelos seus próprios cornos, afinal quem se passeia em rebanho só pode ser carneiro, ovelha, bode ou cabra.
O que acontece hoje ao nível das redes sociais é sintomático. Surge uma polémica qualquer e o impulso de partilhar é mais forte do que a seca de ponderar. Não interessa de onde surgiu, porque surgiu ou como surgiu a questão. Se estão todos a pronunciar-se e a passar palavra, siga! - “Não serei eu a ovelha negra…” – Tira-me do sério este pensamento pequenino!
Às vezes, o próprio alvo de discussão é tão medíocre que a atenção que lhe é dada é também pura energia desperdiçada.
Na verdade, o nosso momento é tão curto que deixá-lo nas mãos do que os outros pensam, dizem ou fazem é, para mim, uma tremenda bestialidade.
Não tenho a mania, nem sou de modelitos exclusivos mas digamos que, não sendo pura nem virgem, orgulho-me de exibir a minha própria lã.
A propósito, também é muitas vezes anedótico o que acontece no mundo da moda. Há quem atropele espelhos e balanças na corrida desenfreada pelo que está na berra, perante o verdadeiro berro (de susto!) de quem observa, incrédulo, a parvoeira de um hipopótamo se querer igualar a uma girafa. Simplesmente, não faz sentido.
Enfim, seja por falta de personalidade, seja por falta de estilo, irrita-me que as pessoas vistam uma pele que não é a sua para viver numa redoma de aparente segurança e espírito de grupo.
Afirmar-se não é tão fácil como seguir cegamente exemplos alheios, como faz muitas vezes o adolescente que começa a fumar ou a experimentar drogas só para não ficar para trás… Exige visão, firmeza, garra e convicção. Forças que vêm de dentro e que constroem barreiras às fraquezas que possam vir de fora.
Neste tempo louco, há que ser forte e ousar ser diferente, pensar diferente, sentir diferente e, só assim, fazer a diferença!  
Sejamos genuínos, inteligentes, oportunos e brilhantes; não ovelhinhas amorfas e pedantes!

Sofia Cardoso
13 de janeiro de 2013

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Engolida Angústia

Tínhamos uma sintonia única. Adoravas que eu adivinhasse o que estavas a pensar, onde te apetecia mesmo ir, o que te apetecia mesmo comer… Na maioria das vezes, adivinhava, sim! Ficavas radiante…
No dia em que publicaste, numa rede social que pouco usavas, uma colagem de fotos de várias fases da tua vida, após teres ido a uma consulta e não me teres telefonado para me despreocupar, percebi que tínhamos um problema. Peguei imediatamente no telefone mas, típico, não quiseste falar.
Sem exames que o comprovassem, puseram-te à beira do precipício. Recusaste-te a saltar e viraste-lhe costas, revoltado mas cheio de medo. Preferiste, acredito eu agora, atirar-te antes para o buraco negro da negação. Talvez tenha sido mais fácil para ti e isso descansa-me. No entanto, nunca me iludiste, apesar de eu ter precisado de te fazer acreditar que sim.
Durante dois longos meses estivemos distantes e nessa primeira fase só tinha suspeitas e receios, muitos receios. Todavia, guardei-os a muito custo para mim e fui vivendo. Só que chegou o dia do confronto face a face e aí… Aí o meu coração soube-o assim que os meus olhos fixaram os teus, enormes num rosto frágil que já não era o teu.
Fui fortemente fraca, precisava de explodir e não podia. Então fugi sob a capa de uma desculpa qualquer. Estava despedaçada e não queria que o sentisses. Isso deitar-te-ia abaixo mais depressa que o maldito bicho.
A partir daí, hibernei. Mergulhei voluntariamente num sono de alheamento consciente auto protetor. Até que uma mensagem me acordou. A bomba que me queriam revelar andava, qual grilhão, atada aos meus pés há muito tempo. Só que agora fora acionada e começava a contagem decrescente. Uma semana foi quanto durou. A tua resistência, a minha engolida angústia.
Presente, de corpo, firme quanto uma vela num castiçal. Ausente, de coração, vulnerável quanto a sua chama. Assim aguentei até o sopro de Deus apagar o teu próprio fogo.
Não chegámos a conversar ou sequer nos despedimos. Sabíamos que se o fizéssemos iríamos desabar de imediato e escancarar a nossa tão nossa forma de ser, transparente, emocional, como o abrir do livro das nossas lembranças, escrito de páginas sentidas, ao vento da saudade. Por uma vez, uma primeira, última e, assim, única vez, era mais fácil camuflá-la. Deixar simplesmente que o livro se fechasse, para sempre, sob a rajada da realidade.

Sofia Cardoso
09 de janeiro de 2013

domingo, 12 de outubro de 2014

Cada Nada Vale Tudo!

A melhor coisa na vida é, sem dúvida, saber apreciá-la. Para tal, tudo conta. Cada olhar, cada abraço, cada sorriso, cada beijo, cada lágrima, cada suspiro, cada grito, cada gargalhada, cada aperto de mão, cada palpitação.
Cada gesto conta. Dar, receber, partilhar. Ensinar, aprender, partilhar. Falar, ouvir, partilhar. Chorar, consolar, partilhar. Gritar, calar, partilhar. Procurar, encontrar, partilhar.
Cada segundo conta. O tique taque incansável do tempo confunde-se com o tique taque da bomba que mantem vivo cada um de nós. Cada batida desta nossa poderosa máquina é um impulso na direção de cada uma das outras que nos rodeiam.
Todos contam. Cada um de nós, à partida. Cada um daqueles a quem estamos atados por laços de sangue, de amor, de amizade. Cada um daqueles que ainda não nos laçaram ou não laçarão nunca mas que conhecemos. Cada um daqueles que desconhecemos, ainda que com eles nos cruzemos, ou mesmo cada um daqueles que eventualmente desprezemos.
Cada desafio conta. Experimentar, disfrutar, ousar. Cada vivência enriquece, cada desilusão fortalece e cada emoção enaltece.
Cada lugar conta. Os que ficaram na memória e a que podemos sempre retornar, os que nos recebem diariamente e, sobretudo, os que ainda encerram o mistério do desconhecido.
Cada som conta. A voz de quem amamos, os passos de quem ansiamos, o choro que recordamos, a música por que esperamos, o riso de quem criamos.
Cada palavra conta. A certa na hora errada, a errada na hora certa ou a completamente acertada. A de apreço, a de mágoa; a de gratidão, a de compaixão; a de encorajamento, a de arrependimento; a de paixão, a de desilusão.
Cada detalhe conta. Cada emoção, cada atenção, cada gesto, cada segundo, cada ser, cada desafio, cada lugar, cada som, cada palavra… 
Porque juntando cada nada se constrói tudo. Porque ultrapassando cada não, se fica mais perto do sim. Porque cada um de nós faz o todo.
A verdade, sem novidade, é que existem milhares de melhores coisas. Saber identificá-las já não será mau. Porém, é o saber vivê-las que distingue quem vive e quem se limita a sobreviver. Uma mais-valia declarada e, imagine-se, gratuita!  
Afortunados os que as conseguem ver, ouvir, sentir, cheirar, saborear… Ajuizados aqueles que as conseguem valorizar, diariamente, ao mais ínfimo pormenor.
Abençoados sejam todos estes, sábios da vida, apreciadores da sua essência, que fazem de fracos nadas um valente tudo!

 

Sofia Cardoso
09 de fevereiro de 2013

sábado, 11 de outubro de 2014

Sempre Mais

Lançada ao mundo, tenho uma garantia: uma só vida para viver perante milhares de caminhos transitáveis. Saber quanto tempo durará a viagem, está fora do meu alcance mas idealizar como decorrerá, é meu dever.
Felizmente, nunca cometi o erro de achar que o mundo gira à minha volta. Sempre tive, antes, a firme convicção de que sou eu que devo circular muito para o acompanhar e sugar dele o mais que consiga ou sugada serei eu.
Assumi o compromisso de viver cada dia da forma mais intensa possível, o melhor possível, exigindo tudo de mim até ao limite do que me for possível. Ficar-me pelo “e se”, está fora de questão. Luto pelo “consegui!” Move-me o fascínio de não saber o que vem a seguir e, ainda assim, ansiá-lo. Abro os braços ao hoje expectando o amanhã, com a ousadia de quem renega a normalidade e a coragem de quem se atreve a enfrentar a dubiedade. Não vivo por viver. Vivo por prazer!
Odeio amarras. Amo ter asas. Não encaro o futuro como um dado adquirido. Sei-o sempre à minha frente mas não à minha espera. O tempo é impiedoso. Se não correr atrás do que desejo, posso estar a virar as costas, a cada segundo que passa, à oportunidade de o concretizar. O receio é o maior inimigo da conquista…
A rotina, ideal e segura para alguns, é tortura para mim. Busco sempre mais, algo que faça a diferença, que some pontos no enriquecimento da minha experiência de vida, que me realize mais e mais. Recuso ser só mais uma a deambular por aí, a encolher os ombros, no conformismo do mais ou menos. Só quero saber do mais. Que se lixe o menos! Se não ouso, não gozo.
É tão simples quanto isto: o mar é realmente maravilhoso. Contudo, limitar-me a contemplá-lo, ainda que comodamente sentada na areia, torna-se monótono. Afunda-se a emoção de desvendar o que está para além da rebentação. Prefiro mil vezes a ação. Lançar-me a ele a bordo de um barco à vela – como já o fiz – e partir à aventura, mesmo sabendo que vou enjoar assim que sair da barra – como já aconteceu – mesmo que as ondas tenham que me passar violentamente por cima fazendo-me sentir medo – como já senti – e só assim, apostando tudo, ter a certeza que durante todo esse tempo estive plenamente viva e amei.
Sofia Cardoso
27 de janeiro de 2013

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Ser Mãe...

Muito mais do que uma opção...
...É uma missão!
Muito mais do que estar por perto...
...É estar lá no momento certo!
Muito mais do que dedicar-se...
...É entregar-se!
Muito mais do que temer...
...É torcer!
Muito mais do que sonhar...
...É concretizar!
Muito mais do que alento...
...É sustento!
Muito mais do que dor...
...É amor!
Muito mais do que corrigir...
...É dirigir!
Muito mais do que perfeccionismo...
...É heroísmo!
Muito mais do que generosidade...
...É cumplicidade!
Muito mais do que razão...
...É emoção!
Muito mais do que fazer o certo...
...É não se perder no deserto!
Muito mais do que ralar-se...
...É entusiasmar-se!
Muito mais do que merecer...
...É agradecer!
Muito mais do que embalar…
…É amparar!
Muito mais do que conhecimento…
…É enriquecimento!
Muito mais do que assustador…
…É tentador!
Muito mais do que transmitir…
…É repartir!
Muito mais do que protagonismo…
…É altruísmo!
Muito mais do que espontaneidade…
…É autenticidade!

Muito mais do que o descrito…
…É tudo o mais que não ficou dito!
Muito mais do que um papel para descrever…
…É um papel feito para viver!

Vivo-o dia após dia,
Se não sempre com sabedoria,
Pelo menos, sempre com a mesma alegria! 







Sofia Cardoso
01 de Maio de 2011 

domingo, 5 de outubro de 2014

Haja Amigos!

Há os amigos que nasceram comigo...
Há a amiga-vizinha-de-infância de uma vida inteira...
Há a amiga de infância que fazia (e faz!) sempre anos um dia à minha frente...
Há os amigos de infância com quem aprendi a ler/escrever/contar...
Há os primeiros amigos feitos no colégio...  
Há a amiga de criança com quem estabeleci um pacto/promessa...
Há a amiga de criança acelerada de mais para o gosto dos pais...
Há os amigos dos pais...
Há os amigos filhos dos amigos dos pais...
Há os amigos pais de amigos...
Há os amigos professores...
Há os amigos confessores...
Há o amigo que espalhava charme e beijos entre as amigas...
Há os amigos do ténis/gelados...
Há o amigo e padrinho...
Há os amigos, amigos do meu irmão...
Há os amigos do irmão, irmãos de amigas minhas...
Há os amigos irmãos de amigos...
Há os amigos que podiam ter sido mais do que amigos...
Há as amigas dos longos telefonemas depois das aulas...
Há as amigas dos bilhetinhos durante as aulas...
Há as amigas em casa de quem dormia...
Há as amigas dos ataques de riso...
Há as amigas de ombro sempre disponível...
Há o amigo-companheiro de carteira durante 8 anos...
Há os amigos cuja companhia se prolongava pelas férias... 
Há os amigos dos Campinácios...
Há o amigo cromo que se transformou em 1º namorado...
Há as amigas piriquitas (e uma única Piry que vem já a seguir!)...
Há a amiga com quem trocava "livros" escritos...
Há as amigas das primeiras noitadas...
Há o amigo que veio pelo correio...
Há os amigos que saltaram do colégio para a faculdade...
Há os amigos que chegaram com a faculdade...
Há os amigos dos amigos da faculdade...
Há o amigo professor da faculdade...
Há o amigo do amigo professor da faculdade...
Há os amigos das boleias...
Há os amigos do estudo...
Há o amigo dos jantarinhos...
Há os amigos que o tempo leva...
Há os amigos que o tempo devolve...
Há os amigos que vêm com a família...
Há a amiga que o mel da lua colou...
Há os amigos que fazem parte do areal da praia que me adotou...
Há os amigos que as ondas do mar trazem à praia que adotei...
Há a amiga que me vem visitar todos os anos...
Há os amigos que casam com amigos...
Há os amigos do emprego...
Há a amiga do emprego que nem amiga queria ser e é hoje o meu aconchego...
Há os amigos alunos...
Há os amigos pais de alunos...
Há os amigos, amigos dos sogros...
Há as amigas que a cegonha trouxe...
Há os amigos cujos filhos são amigos...
Há amigos que surgem da escola dos filhos...
Há os amigos dos amigos...
Há a amiga LD do coração cuja amizade não tem descrição...
Há as amigas zumbásticas fantásticas...
Há as amizades que o gym exercitou...
Há a amiga ex-vice que nunca pensei que a minha "luz" atingisse...
Há o amigo que me leva a viajar sem sair de casa precisar...
Há o amigo cuja câmara voltou a eternizar a minha história...
Há os amigos do Nó que parecem um só...
Há os amigos que gostam de sentir «Só porque...»
Há os amigos que se tornaram também equipa de trabalho...
Há o amigo que com a maré viajou e ao som do mar voltou...
Enfim, há amigos para guardar sempre no coração e na memória...

Se te revês nesta lista, não será por pura coincidência.
Será porque fazes parte da minha VIDA, da minha existência...

Obrigada pelos momentos partilhados...
Riso, choro, alegria, tristeza, ilusão, desilusão...
Tudo o que faz da vida... Emoção!
Sofia Cardoso
(Texto original de 20 de julho de 2011...
...em permanente atualização)

sábado, 4 de outubro de 2014

Tic-Tac...

Haverá algo mais impiedoso do que o tempo? Não aquele que comummente designa se chove ou se faz sol mas aquele que rege os relógios perduravelmente, segundo a segundo, minuto a minuto, hora a hora...
Aquele que depois de passado só pode ser recordado…
Aquele que é tanto ansiado como se quer ver despachado…
Aquele que gostamos e ou precisamos de ter controlado…
Aquele que dispensamos com “males necessários”…
Aquele que gozamos com quem mais gostamos…
Aquele que nos faz pensar que tudo tem um limite…
Aquele que subitamente nos prova que esse limite é uma certeza indefinida…
Aquele que nos faz pensar…
Aquele que não nos deixa raciocinar…
Aquele que nos leva a juventude…
Aquele que nos traz experiência…
Aquele que ilude em expectativa…
Aquele que desilude em retrospectiva…
Aquele que neste país é um e naquele é outro…
Aquele que se mede em ponteiros…
Aquele que se rege pelo sol…
Aquele que persegue…
Aquele que é perseguido…
Aquele que pressiona…
Aquele que cansa…
Aquele que preservamos em fotografias…
Aquele que se consome em sonhos…
Aquele que nos dedicam…
Aquele que devemos dedicar…
Aquele que não pode ser desperdiçado com “nadas” e que, antes, deve ser aproveitado com tudo!

Sofia Cardoso
22 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

De A a Z , acredito!

Acredito no Amor…
… Na Bondade…
… Na Consciência…
… Na Diversidade…
… Na Educação…
… Na Família.
Acredito no Glamour…
… Na Honestidade…
… Na Independência.
… Na Jovialidade…
… Na Ligação…
… Na Magia.
Acredito no Negociador…
… Na Objectividade…
… Na Prudência...
… Na Qualidade…
… Na Responsabilização…
… Na Sintonia.
Acredito no Trabalhador…
… Na Universalidade…
…Na Veemência…
… Na Xenofilia…
… No Zelo.


Sofia Cardoso
26 de janeiro de 2011