sábado, 10 de janeiro de 2015

Perdas...

É extraordinária a capacidade que a vida tem de ser cobardolas! Três meia volta, estando nós completamente desprevenidos, levamos um soco em cheio no estômago, bolas!
E o pior é que nem nos podemos defender. Quando damos conta, recuperados do choque, já aconteceu, já não há nada a fazer…
Aos poucos, soco a soco, à força, sem opção, vamos ficando mais rijos mas cada vez mais ocos... Porque a saudade não preenche, esvazia… E o espaço deixado por ela não é preenchido. O que as pessoas deixam de si connosco jamais será substituído…
Perante isto, a danada da vida segue o seu caminho, com o atrevimento de quem acha que não nos deve nada, deixando-nos agarrados à barriga, por vezes até prostrados, mas sem alternativa senão levantarmo-nos, endireitarmo-nos, engolir o sofrimento e seguir atrás dela…
Acumulando espaços vazios e tristes cá em baixo, deixados por peças que se perderam, espero sinceramente que lá em cima o puzzle se forme e a imagem resultante faça o sentido aqui perdido…








Sofia Cardoso
10 de janeiro de 2015 

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