sábado, 28 de março de 2015

Fitness Day

Acordar cedo
Com energia,
Sem medo,
Com alegria.

Levantar-me logo
Com motivação,
Sem diálogo,
Com coração.

Comer rapidamente
Com vontade,
Sem gente,
Com prioridade.

Aguardar companhia
Com calor,
Sem apatia,
Com vigor.

Chegar animada
Com convicção,
Sem cafezada,
Com determinação.

Começar Zumba
Com farra,
Sem rumba,
Com garra.

Encarar Pump
Com resistência,
Sem Jump,
Com consistência.

Seguir Jump
Com euforia,
Sem Pump,
Com categoria.

Lanchar bolachinhas
Com proveito,
Sem gordurinhas,
Com efeito.

Partir pedalando
Com cadência,
Sem desmando,
Com persistência.

Zumbar pedaço
Com “Neggão”,
Sem cansaço,
Com vibração.

Gozar bem,
Com inteligência,
Sem vertigem,
Com eficiência.

Terminar tapeando
Com satisfação,
Sem reclamando,
Sofia Cardoso
28 de março de 2015

quinta-feira, 26 de março de 2015

Todos por Ti!

Por mais que achemos que temos muitas outras, a nossa maior vulnerabilidade é mesmo a falha de algo no nosso corpo que às vezes nem valorizamos.
Quando a saúde que julgávamos garantida nos falta, a nós ou a alguém de quem gostamos, tudo questionamos e só mesmo no que é realmente importante nos focamos.
E o que é mais importante do que nos dedicarmos a quem mais amamos?
No final, todos abalamos e connosco nada levamos. Por isso, para quê perder tanto tempo com superficialismos mundanos?
Gosto de verificar e, mais, de sentir, que na dificuldade nos juntamos, nos concentramos, por uma causa, em nome de alguém em cuja recuperação acreditamos.
É natural… Todos de ti precisamos e sob o lema «um por todos e todos por um», a vida encaramos. Porque crescemos a ouvi-lo e fizeram-nos crer que, assim, mais longe chegamos.
Posto isto, podes ter a certeza que, nesta luta, sozinho não te deixamos. Mesmo à distância, contigo viajamos e nem com a velocidade do Alfa nos assustamos.
Resumindo, muita força te desejamos e toda a energia positiva, te enviamos.
Vai com tudo, amigo, porque, todos juntos, contigo estamos! 
Sofia Cardoso
26 de março de 2015

quarta-feira, 25 de março de 2015

Carpe Nidia!

Conheço alguém
Que está de parabéns.
Alguém muito especial
Na minha vida, essencial.
Alguém que, em redor,
Comigo deteta o pormenor.
Alguém fácil de descrever…
Íntegra, sincera, humana
Alguém digna de conhecer.
Palavras que não esgotam
Alguém que abre a pestana
Quando se trata de resolver.
Alguém com garra de leão
Mas com um imenso coração.
Alguém de quem me orgulho
Ontem, hoje e para sempre.
Alguém que "faz barulho"
Sempre que tem razão.
Alguém de forte personalidade
E imensa sensibilidade.
Alguém admirável como é
A quem tiro o boné!
Alguém que fala tanto como eu
Sem ver como o tempo desapareceu.
Alguém que ama viajar
E ao mundo se sabe entregar.
Alguém com quem já muito me ri
E agora já não saía daqui...
Claro que estou a falar de ti!
Parabéns, querida Nini!


 Sofia Cardoso
25 de março de 2015 

terça-feira, 24 de março de 2015

Férias, para que vos quero...!

Enfim, férias…!  
Para dormir um pouco mais
Acelerar um pouco menos;
Para ler um pouco mais
Falar um pouco menos;
Para arrumar um pouco mais
“Bagunçar” um pouco menos;
Para escrever um pouco mais
Pensar um pouco menos;
Para gozar um pouco mais
Preocupar um pouco menos;
Para passear um pouco mais
Conduzir um pouco menos;
Para brincar um pouco mais
Educar um pouco menos;
Para exercitar um pouco mais
Cansar um pouco menos;
Para mimar um pouco mais
Zangar um pouco menos;
Para relaxar um pouco mais
Stressar um pouco menos;
Para socializar um pouco mais
Sedentarizar um pouco menos…
…Para o pouco mais
Ganhar a tudo o menos…
Férias, até que enfim...!


Sofia Cardoso
24 de março de 2015

domingo, 22 de março de 2015

Cláudia

Vá, amiga, não te zangues connosco… É verdade que não eras de grandes convívios e vivias o teu dia de anos na intimidade, mas não é menos verdade que nunca deixaste escapar nenhum dos nossos aniversários e até os dos nossos filhos não esquecias. Havia sempre uma mensagem… Sempre…!
Como poderíamos deixar passar o teu? O primeiro sem ter para onde enviar mensagem, apesar de o teu nome continuar gravado no meu telemóvel, como sei que ainda o está noutros também…
Juntámo-nos, sim, num almoço simbólico para te lembrar e não para lamuriar e tenho a certeza que uma bela refeição, regada com uma bela sangria, irias apreciar, mesmo que nem te quisesses juntar.
Cada uma de nós, à sua maneira, sentiu-se um bocadinho mais perto de ti neste dia e era só isso que se pretendia.
Nos aniversários, celebra-se a vida e a maior homenagem que podemos fazer-te, hoje e sempre, é viver bem, com a consciência do valor e efemeridade que a vida tem.  
Não podes retribuir este gesto, como retribuías cada mensagem que recebias mas, imaginar que algures nos pudeste ver, faz-me pensar que provavelmente connosco gozarias. Se assim foi, estarás a sorrir e só por isso terá valido a pena ir.


Sofia Cardoso
22 de março de 2015

sexta-feira, 20 de março de 2015

Carta

Querido Pai,

Pediste-me muitas vezes, já crescida, veladamente, naquele jeito teu de quem me quer ler o coração, que te escrevesse uma carta.
Pensei várias vezes em fazê-lo, sob vários pretextos e acabei por não te cumprir este desejo.
Também sabes como sou sincera e como teria tanta coisa boa e difícil para te dizer, típico de quem pensa, fala e escreve que se farta.
Da última vez que tivemos uma conversa séria, pelo telefone porque a distância já era uma realidade há muito, desliguei e fiquei sozinha a chorar, deste lado, como aposto que ficaste tu, de igual modo, do outro lado.
Foi uma conversa dura que relembro muitas vezes, sobretudo porque uma das coisas que atiraste para o ar, no auge da exaltação, se virou contra ti pouco tempo depois. Tão pouco tempo depois que isso me dói até hoje… Não sabias quanto tempo tinhas e ainda assim maldisseste-o. Se soubesses… Talvez nem te importasses ou quem sabe de outra forma te comportasses.
Só que eu importo-me porque este ano, pela terceira vez, não tenho quem presentear, a quem ligar, apenas quem lembrar…
Salva-se a recordação da alegria da última surpresa que te fiz neste teu dia.
Eras de surpresas, como eu, e em 2012, não fosse o mundo acabar, como profetizado, presenteei-te com um bilhete para veres o José Carreras nos melhores lugares da plateia e te deliciares com a sua voz.
O canto lírico era uma das tuas paixões, das muitas que partilho, e sei que este foi um momento que gozaste que te fartaste.
Foi no Dia do Pai que te ofereci os bilhetes, o espetáculo foi a 16 de junho e partiste a 25 de outubro…
O mundo afinal não acabou e três anos volvidos, apesar da saudade, remeto-me aos bons momentos nunca esquecidos que foram vividos de verdade.
Honestamente, entendo que tenhas partido cedo demais. Caso contrário, imagino que hoje sofrerias muito mais do que outros pais.
Não sei se me vês. Gostava que visses porque assim saberia que acompanhas as tuas netas e o seu crescimento. Só que se me vires, de muita coisa que gostaria de te ver poupado, terias agora conhecimento…
Não sei no que acreditar mas prefiro não pensar porque certezas não terei e o teu sofrimento nem quero imaginar.
Prefiro saber-me aqui sozinha a seguir em frente do que saber-te algures a tentar proteger-me em angústia permanente.
Mas fazes-me falta, bolas! E perdemos, todos, tanto tempo na vida com coisas tolas…!
Gosto muito de ti, sabias? Com a mesma lamechice e ao pormenor com que com tudo te comovias.
Sei que me tornei na pessoa de que te orgulharias, mas estou a trabalhar para algo maior te poder vir a dedicar, algo com que muito feliz, sei que ficarias.
E é este o único presente hoje possível… A esperança de um amanhã sorridente e incrível.

       
Sofia Cardoso
19 de março de 2015

domingo, 15 de março de 2015

Mouras

A expressão recorrente, no meio de tanta palhaçada, deixou-me a fazer contas e a pensar: “Há mais de 20 anos…”
Pois… A nossa história deve ter, realmente, cerca de 23 anos e muito para contar.
Enquanto uns vão ficando carecas, como ontem pudemos comprovar, achamos nós que continuamos iguais, pelo menos na forma como nos sentimos e levamos a idade a brincar.
No nosso tempo de meninas e moças, não havia selfies, nem nunca fomos juntas ao Castelo de S. Jorge. Tínhamos outras prioridades e, se bem me lembro, fotografia nunca foi uma das tuas especialidades.
Só que ontem não tiveste hipótese e aposto que mesmo assim te divertiste à grande a trepar muralhas, preocupadíssima a pensar como as defendiam os pobres dos soldados que de madrugada, ao frio, tinham que o fazer, apressados. Coitados…!
Nem as vertigens te impediram de me acompanhar e procurar a melhor vista, com sabor a conquista.
Qual mouras encantadas, era ver o vento a levantar cabelos e nós ali, pelo pôr-do-sol aprisionadas à espera dos cliques mais belos.
O ambiente daquele lugar é mágico, desde que te abstraias das pedras do chão desniveladas que só na tua cabecinha podem resultar em algo trágico.
O “BQ” portou-se à altura da colina e registou todos os momentos, mesmo que agora presuma não me possa ver durante uns tempos.
No fundo, no fundo, até acho que vai ter saudades minhas porque não é todos os dias que a sua câmara tem a possibilidade de focar tão belas linhas.
Não existe, de facto, melhor vista da nossa cidade do que aquela e, se não fosse a minha veia saudosista, aposto que tão depressa não voltavas a apreciá-la.
Daqui a mais 20 anos, podemos lá voltar e comprovar que continuamos engraçadas e atletas, capazes de percorrer muralhas às gargalhadas.
Até lá, não esquecer que no roteiro se segue a Torre de Belém, com vista para os pastéis que o “BQ” vai fotografar porque, obviamente, o vou lá levar.
Posto isto, e até à próxima tropelia, por este dia e pela tua companhia, muito obrigada, minha querida amiga Maria! 

    
Sofia Cardoso
15 de março de 2015


sexta-feira, 13 de março de 2015

Escolha

A vida é feita de escolhas. Das que podemos fazer e das que não estão nas nossas mãos mas nos alteram, no presente, o rumo.
Mesmo em relação a estas últimas, existe uma escolha que está sempre ao nosso alcance… A que define a forma como lidamos com as primeiras, para o futuro...
Seguindo uma filosofia de vida inteligente de um sábio amigo, escolho “não pagar por dentro”. Não lamentar mais do que é exigido; não chorar mais do que é merecido; não culpabilizar mais do que é devido; não problematizar mais do que pode ser resolvido; não escarafunchar mais o que pode ser esquecido.
Não se trata sequer de uma atitude meramente defensiva. É, acima de tudo, uma atitude positiva.
O tempo de cada um de nós tem um limite, desconhecido para todos. Podemos contar com horas, dias, meses ou anos. Contudo, não sabendo que crédito temos, talvez não seja má ideia ponderar o que desperdiçamos.
Pagar por dentro é apenas isso, desperdiçar… Tempo, momentos, vida, sentimentos…
É preciso seguir em frente, sem hesitar, até porque o tempo é impiedoso e nada preguiçoso.
Para tanto, para-se, com serenidade, resolve-se e retoma-se a viagem, pois nunca sabemos qual a próxima paragem e, no entretanto, o melhor é mesmo aproveitar a beleza da paisagem.


Sofia Cardoso
12 de março de 2015


segunda-feira, 9 de março de 2015

Filhos Homens

Esta tarde, na minha hora de almoço, enquanto bebia o meu café e uma amiga folheava uma revista, não pude deixar de reparar nas letras gordas de uma entrevista em que uma mãe, questionada sobre a sexualidade do filho, afirmava o seguinte, a propósito da perda de virgindade do seu filho aos 19 anos: «O sexo é um dos primeiros passos para que os nossos filhos se tornem homens.»
Confesso que fiquei a pensar nas palavras «primeiros passos» neste contexto.
Só aos 19 anos é que deu os «primeiros passos» para se tornar homem e por esta via?!
É que me parece que com esta idade já muitos outros passos deveriam ter sido dados para o qualificar como tal, independentemente de ter ou não iniciado a sua vida sexual, inclusivamente por já ser maior e, portanto, reconhecido e responsabilizado, pela própria lei, enquanto tal.
Há muitas formas de um rapaz se tornar homem e, na minha modesta opinião de mãe só de meninas, o sexo não será de todo uma das primeiras, sobretudo quando falamos de um jovem adulto já com 19 anos.
Muito antes disso, já os adolescentes são postos à prova, sob o ponto de vista da sua personalidade e responsabilidade perante o próximo e perante as circunstâncias da vida, adversas ou não.
Qualquer pessoa devia saber conhecer-se, respeitar-se e amar-se primeiro, para depois saber compreender, respeitar e amar terceiros, homens ou mulheres.
Educação e formação, sob valores fundamentais, no respeito por todos, na honra da palavra dada ou dos compromissos assumidos, deveriam ser os primeiros passos para a responsabilização e é a partir dela que um homem poderá ser considerado enquanto tal, na plenitude da definição.
Reduzir o ser homem ou mulher à iniciação da vida sexual é, realmente, uma forma muito sexista, redutora e até pouco digna, de qualificar tais termos.
Se me permitem, mães de meninos que um dia serão homens, eduquem os vossos filhos nos valores mais elementares e preocupem-se depois com o que a iniciação da sua atividade sexual representa porque, por mais homens que um dia venham a ser a esse nível, ser-lhes-á também exigido que o consigam ser em tudo o resto na vida para se tornarem pessoas realizadas, felizes e bem resolvidas.
Tenho a certeza que, a começar por mim, as mães de meninas ficarão agradecidas.     

  


Sofia Cardoso
09 de março de 2015

domingo, 8 de março de 2015

Ser Mulher

Ser mulher
É ser grande,
Ser inteira.
Na adversidade
Ser guerreira.

Ser mulher
É ser mãe,
Ser completa.
De cumplicidade
Ser repleta.

Ser mulher
É ser amiga,
Ser companheira.
Com lealdade
Ser verdadeira.

Ser mulher
É ser forte,
Ser persistente.
Na felicidade
Ser crente.

Ser mulher
É ser corpo,
Ser alma.
Na fragilidade
Ser calma.

Ser mulher
É ser ouvinte,
Ser confidente.
Na serenidade
Ser paciente.

Ser mulher
É ser empreendedora,
Ser empenhada.
Na individualidade
Ser respeitada.

Ser mulher
É ser digna,
Ser genuína.
Com autenticidade
Ser heroína.

Ser mulher
É ser altruísta,
Ser dedicada.
Na necessidade
Ser iluminada.

Ser mulher
É ser estrela,
Ser maior.
Na espontaneidade
Ser amor.

Sofia Cardoso
08 de março de 2015


sábado, 7 de março de 2015

Cantinhos da Memória

Há cantinhos da memória a que gostamos sempre de voltar. Onde nos sentimos acarinhados, bem recebidos, amados e acolhidos.
Há cantinhos da memória que nos sabem sempre confortar. Onde recordamos momentos bem passados e nos sabemos bem acompanhados.
Há cantinhos da memória que a saudade nunca vai apagar. Onde o coração guarda emoções de outrora e as transporta para o agora.
Há cantinhos da memória que ainda hoje nos fazem sonhar. Onde depositamos ideais que, secretamente, desejamos um dia tornarem-se reais.
Há cantinhos da memória que não conseguimos evitar. Onde procuramos o inacabado, na esperança remota de ainda o vermos concretizado.
Há cantinhos da memória que jamais ousamos negar. Onde nos refugiamos sempre que o presente não está a ajudar.
Há cantinhos da memória que representam momentos de glória e que nos dão força para reescrever a história.  







Sofia Cardoso
07 de março de 2015