terça-feira, 21 de abril de 2015

Verdade ou Consequência

A vida, através da maturidade que com ela vamos adquirindo, ensina-nos a assumir quem somos, sem receios, sem dar importância às aparências, sem limitarmos a nossa conduta pelo arame farpado que às vezes representa a mentalidade dos outros.
Não que até aqui me tenha preocupado muito com o que as pessoas pensam a meu respeito, temendo julgamentos injustos ou falatórios desnecessários. Estes existem sempre e há sempre quem pareça ter prazer em atirar a primeira pedra, sabe-se lá porquê.
Sou a mesma pessoa hoje que era há 20 anos. Nunca ocultei o meu verdadeiro eu, nem fingi ser o que não sou.
Quem me conhece bem, sabe exatamente com o que conta, o que esperar, e que vivo, verdadeiramente, na sinceridade e na lealdade para com os que, nesta caminhada, me queiram acompanhar.
Existem valores básicos que orientam o meu percurso e que fazem parte de mim desde que me conheço, senhora do meu nariz, crítica perante a vida e capaz de tomar decisões.
É inadmissível, para mim, viver na mentira, com hipocrisia ou de aparências. Repudio veementemente isso tudo e suas consequências.
O que é, tem de ser de verdade. Ou não é e então acaba porque, não sendo verdade, não é real, logo deixa pura e simplesmente de fazer sentido e, assim, de existir, na realidade.
O tempo e a sucessão de acontecimentos que este implica, acabam por provar a validade das ações, o valor das pessoas e a sua autenticidade.
Quem sempre foi verdadeiro, continua, apenas a sê-lo, acima de tudo e de todos. Quem não o é, nunca foi ou algures deixou de o ser, acaba por ficar preso e ser apanhado nos próprios embaraços que na teia da sua vida originou.
Eu, recuso-me a ser cúmplice ou prisioneira da falsidade alheia.
O que sou, o que faço, o que sinto foi, é e será sempre verdadeiro, sincero, real e em consciência. Até ao limite da pior evidência. A da mentira, da negação, da falta de respeito, de sentimento e, até, de coerência.
Cada um sabe melhor do que ninguém a pele que veste, as lutas que enfrenta, as feridas com que fica ao expor-se à selva da vida, por maior que seja a sua bravura.
Quem assiste, de arma em punho, pronto a disparar as balas da censura, devia ter a coragem de poisá-la e limitar-se a observar e, eventualmente, o sofrimento da presa tentar imaginar.
Infelizmente, as pessoas realmente puras estão em vias de extinção e caçadores implacáveis, ávidos de sangue, existem por aí de montão.
O mundo precisa muito mais de gente real, capaz de atos concretos, de coração, do que de gente ideal cuja cabeça formatada se perde em especulações sem pingo de razão.
Pessoas de bem, autênticas, fiéis, sinceras e leais: não se intimidem por temores, armas, juízos ou condenações. Sejam vocês mesmas e perpetuem-se nas vossas (reais) ações!


Sofia Cardoso
21 de abril de 2015

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