sexta-feira, 31 de julho de 2015

Espelho meu...

Não me sai da cabeça uma frase que ontem ouvi numa reportagem televisiva sobre o Japão. A jornalista perguntava a uma portuguesa, emigrada nesse país e casada com um monge budista, o que lhe tinha ensinado o budismo, ao que ela responde, com aquela naturalidade injetada: “a olhar mais para mim e menos para os outros.”
Confesso que estas palavras me assustam e as considero cada vez mais perigosas no contexto do lado perverso do mundo atual… Afinal, não é precisamente esta a atitude da maioria das pessoas nos dias de hoje, seja por puro egoísmo intemporal, seja por seguir as correntes zen da moda? E não será precisamente isso que está a pôr cada vez mais em causa valores de sempre, essenciais à vida em sociedade e à harmonia entre os homens, como o respeito, a compreensão, a solidariedade ou a lealdade?
É muito positivo, sim, pensarmos em nós, mimarmo-nos, alimentarmos o nosso ego. No entanto, a menos que queiramos ser eremitas ou fazer voto de clausura, não vivemos nunca isolados. Precisamos dos outros. A nossa existência só faz sentido se existir quem a reconheça e aprecie. E às vezes é preciso, sim, pensar primeiro no outro e depois em nós ou, pelo menos, na soma dos dois.
O que fazemos com a nossa vida tem repercussões na vida dos outros. Pelo menos, para quem tem família, amigos, emprego e não vive como um calhau.
A mim, transmite-me muita paz, por exemplo, sentar-me sozinha a contemplar o mar ou, simplesmente a ouvi-lo com um bom livro na mão. Só que, no limite da minha vida, sei que não serão esses momentos de prazer solitário que recordarei. Serão aqueles que, felizes, foram partilhados com quem me tenha feito bem porque, justamente, não viveu só para si e para o seu próprio umbigo.
Até gosto de me olhar ao espelho e sorrir para o que vejo. Porém, prefiro mil vezes ver o meu sorriso refletido nos olhos daqueles com quem a vida festejo.

   
Sofia Cardoso
31 de julho de 2015

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Nó(s) em Festa!

Dizem que o melhor da festa é esperar por ela… Não neste caso, em que o melhor foi sem dúvida vivê-la.
Na verdade, posso assegurar que foi a melhor festa de casamento sem casamento a que alguma vez fui. Vá, sem casamento é como quem diz, porque até cerimónia houve. Qual igreja ou conservatória… Um barquinho no meio da piscina é outra história!
De resto, como tão certo diz o Joaquim na sua edição especial, este não é de todo um casamento civil ou religioso é, realmente, muito mais do que isso: é um casamento feliz! Amei esta tão profundamente simples definição.
E a felicidade contagia. Estávamos todos tão radiantes… Dos "marujos de barba rija" às "marinheiras boazonas". Verdade, tripulação?
Um sentimento genuíno, amadurecido, merece ser comemorado num evento tudo menos aborrecido, porque repetido, daqueles mais do mesmo. Não!
Felizmente, os noivos que também são artistas (ah, pois é…!) tiveram olho para a coisa e de uma soma de regras, com a ajuda incansável e iluminada de duas amigas da pesada, fizeram uma cena original que meteu num canto qualquer casamento convencional.
O uniforme logo aquando do embarque, temático, confortável e tão prático…
A graciosidade e simpatia da Raquel que a todos hipnotizou com cada movimento que o seu corpo recriou…    
Um ramo de noiva provocadoramente inédito, apanhado com euforia pelo único homem que a trincá-lo se atreveria...
O discurso do comandante marido que passou o essencial a pente fino, de forma emocionante e emocionada, deixando a maioria das miúdas com a lágrima entalada…
Cada um dos simbólicos presentes em que, artistas ou não, cada um dos convivas se empenhou e de forma tão animada, como saborosa ou comovente, apresentou.
A foto do Nó a servir de inspiração à maioria e trabalhada de formas tão diferentes, só comprova que a cumplicidade entre os nubentes inspirou muitas mentes, que  acabaram por ser, também, cúmplices inconscientes. Muito bom!!! Aquela foto marcou o grupo e ficará gravada na memória de todos e eternizada numa qualquer divisão que, sob um olhar descontextualizado, poderia parecer narcisista mas que simbolizará exatamente o oposto: uma homenagem multiplamente altruísta.    
Não sei onde foram parar os lindos balões que deram asas às nossas/vossas emoções mas desejo que a vossa felicidade seja sempre assim: colorida, sem limites, sem medo de voar em direção ao infinito.
Foi, de facto, um dia mesmo, mesmo, MESMO MUITO bonito…!








Sofia Cardoso
25 de julho de 2015

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Estrelas

De madrugada acordei,
A cabeça, pela janela enfiei.
Uau, que espanto…!
Ali renasci d’encanto.

O céu de magia estrelado,
Como há muito não via.
De olhar arregalado,
Dormir já não conseguia.

De cabeça de fora,
Esqueço a hora,
Deixando-me ficar
Quase sem respirar.

Ao longe, o badalar
Do rebanho acordado.
Permite-me embalar
Ao colo do telhado.

Dois olhos pacientes
Contam 4 estrelas cadentes.
Impossível deixá-las fugir
Sem 4 desejos pedir.

O cenário pintado de paz
Pelas mãos de quem partiu
Torna o coração incapaz
De negar que ali os sentiu.

Nisto, uma hora voou
E o céu entretanto clareou.
Com ele, novo amanhecer,
Pronto para viver.

Agradeço este bocadinho
Por que o sono troquei.
Dedico-o, com carinho,
Ao Monte que recordarei.


  




 Sofia Cardoso
23 de julho de 2015

domingo, 19 de julho de 2015

Solo

O som do piano sempre me fascinou. É uma das minhas paixões artísticas por explorar cuja chama se reacendeu na passada noite e me deixou a levitar até agora.
Quando me sentei, expetante, só na presença daquele fabuloso piano, já me sentia bem, como se à volta não houvesse mais ninguém. Mas quando ele ganhou vida, esqueci-me de onde estava, de quem sou, para onde vou… Nem o comboio me despertou. O sino bem tentou e aí o sorriso rebentou pela forma bem humorada e inteligente como o aproveitou.   
Ventava… Todavia, o arrepio que, por várias vezes, me percorreu o corpo todo não era do vento que bem procurou protagonismo em vão, face a tamanho talento.
Há “Dias Assim”, carregados de emoções feitas de “Luzes”, refletidas no olhar de quem tudo absorve, por cada poro até à alma.
Por diversas vezes, ao longo do espetáculo, desejei ter papel e caneta e pôr tudo, logo ali, por escrito. Como, se não conseguia sequer desviar os olhos?
Estática na cadeira, pelas palavras que já me enchiam a mente, viajei. Voei à boleia das notas e até ao céu cheguei. Aí, chorei. A belíssima harmonia da “Família” em melodia e depois a aparição do céu tão imenso, onde paira o meu pai que adoraria estar sentado ali comigo e, algures sorri, eu sei…
A memória… A riqueza das recordações que gera a saudade. Num misto de dor, abafada pela “” que, na magia deste enquadramento, transmite instantânea tranquilidade.
É “Para Ti” que escrevo. “Porque não?”, se é de ti que vem tanta comoção, num “D-Day” para ter “Presente No Futuro” e no coração.      
Quando me voltar a sentar à beira mar, a espuma das ondas, em “Flocos” vou poder com a imaginação transformar, fazendo do horizonte também a minha “Techno Line”, continuando apaixonada pela vida, consciente que o tempo se pode resumir a um “T2” mas, implacável, não espera e há que fazer boas e atempadas escolhas, pois a sombra dos “13” ronda à nossa volta, implacável, à solta…
Não tenho uma “Clarinha” porque a minha inspiração vem de tudo e de quantos façam bater mais forte um coração que no “Carnegie Hall” explodiria de satisfação.
Era noutro palácio que estava, com a vantagem da naturalidade que o ar livre rouba ao direito de os colocar em pé de “Igualdade”…
É, ainda, ao som deste “Solo” que escrevo, sem estruturar muito, deixando-me levar, ao mesmo tempo que me apercebo, com orgulho e alegria, que definitivamente não vivo para colecionar coisas mas antes para saborear e guardar para sempre momentos tão sublimes como este que provam que a magia existe.


Sofia Cardoso
19 de julho de 2015

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O Nó

Há pessoas que se encontram
Desconhecendo que se destinam…
Meia década foi quanto bastou
Para concretizar o que a vida adiou.
Ainda jovens, horizontes diferentes;
Amigos comuns, sempre presentes.
O tempo passou, muito se viveu
E por linhas tortas, direito se escreveu.
Bendita vida, carregada de imaginação
Que transforma dor em realização.
Ele, na cidade que era dela também.
Ela, na cidade que os veria ir mais além.
A distância revelou-se um pormenor
Para quem não teme o mundo em redor.
O abraço ganhou uma nova dimensão
E foi das primeiras magias desta união,
Feita de permanentes descobertas
De duas mentes completamente abertas.
Quando tudo, há muito, fazia sentido,
O comandante lançou-se ao mar, destemido.
E, insistentemente, navegou, navegou,
Por águas que a sua ninfa adiou.
O assunto fingiu-se, então, esquecido
Mas não exatamente perdido.
Uma vida de aventura recheada,
Noutro continente partilhada.
De lá, chegavam lindos sorrisos
Com cara de poucos sisos…!
Para os mais próximos, era evidente:
Teria que haver casório, obviamente!
E só quando, às amigas, a filha se juntou,
É que a miúda, a luz, avistou!
E, finalmente, surge a novidade:
Um laço, não… Um nó de verdade!
Podia ser direito, pelo infinito definido
Mas é o de escota que faz sentido.
Feito da união de dois cabos diferentes
Simbolizando, cada um, os nubentes.
E eis que o ansiado dia chegou
E o seu sonho, hoje, se realizou.
Continuação de imensa felicidade,
Seja qual for a próxima cidade!
Por agora, brindemos aos dois
Que o melhor virá depois!  








 Sofia Cardoso
17 de julho de 2015

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Sozinha, não Só...

Aparecer sozinha num sítio que há quase 14 anos me via chegar sempre acompanhada, dá um nó, difícil de desatar, na cabeça de muita gente…
Não na minha que, felizmente, sempre foi muito independente. Cordão umbilical, só dependi de um e até esse foi cortado há mais de 35 anos.
Entro, com a mesma descontração de sempre, sento-me e reparo num par de olhos que me fita e me cumprimenta como se visse um “alien” e, eu, de carne e osso humanos, retribuo com o meu cordial e descomplexado cumprimento, em bom português.  
Não me incomoda a eventual estranheza que depreendo daquele olhar, pois possuo uma personalidade prévia a toda a história que através dela vivi.
Eu não mudei. Não deixaria de frequentar locais de que sempre gostei e ainda gosto só porque…
Sim, apareço sozinha. So what? Até trouxe caderno e caneta que, de resto, nos últimos tempos andam sempre comigo, e ainda me deram involuntariamente mote para escrever.
E, depois, ninguém está só se está bem consigo mesmo e com o resto do mundo.
Nisto, comi e bebi qualquer coisa, que se calhar até já digeri, enquanto quem me olhou de forma interrogatória, talvez tenha ficado a digerir a minha história.
É assim, em terras pequenas e, convivendo com essa mentalidade, aprende-se a desvalorizar o que se diz ou pensa à nossa volta. Who cares?
Quem vive de forma transparente, segura de si, não se preocupa com o que o ilustre conhecido desconhecido pensa.
O mundo dá voltas, mesmo quando nós próprios estamos parados e, às vezes, leva-nos, impotentes, às cambalhotas, desgovernados, até nos vermos, finalmente, parados.
E aí, seguimos caminho sem, no entanto, ficarmos desmemoriados.
O passado existiu, não foi apagado e faz parte do que somos hoje, apesar do futuro esperar por nós, como sempre fomos e não nos exigir que a nossa forma de ser e de estar mudemos, ainda que, necessariamente, nos adaptemos.


 Sofia Cardoso
13 de julho de 2015

domingo, 12 de julho de 2015

Viver, Sentir, Escrever...

Quanto mais escrevo,
Mais impelida me sinto a escrever,
Mais gosto tenho em escrever,
Mais liberdade sinto para escrever,
Mais urgência tenho de escrever…
Se me perguntarem por que escrevo,
Não sei bem o que responder.
Deve ser algo inato, intrínseco,
Uma necessidade que preciso satisfazer.
Não gosto de chamar-lhe vício,
Porque não é um inimigo a combater.
Para quem o faço?
Todos quantos me queiram ler.
Mas, antes, só porque sinto,
E em manifestá-lo, experimento prazer.
São as palavras que me encontram
E insistem no papel aparecer.
Leva tempo, nem sempre é fácil.
Não é automático, nem basta querer.
A intenção é só o primeiro passo,
De um longo a caminho a percorrer.
Curiosamente, é uma defesa,
Apesar do que a leitura deixe entender.
A expressão também liberta
E a exposição, pormenor a não temer.
A abertura não assiste a todos,
Digna de quem, a ninguém, tem a dever.
E, assim, basicamente,
Escrever é como viver.  







Sofia Cardoso
12 de julho de 2015

terça-feira, 7 de julho de 2015

Distância(mento)

Distância e distanciamento são conceitos bem distantes, porque distintos. Sinónimos erróneos, basicamente.
Há pessoas que estão mesmo ali ao lado e que distam milhas de importância de nós. E depois há outras, que estão fisicamente a km de distância mas sempre no nosso coração, consciência e pensamento.
À distância não vence o esquecimento. Já o distanciamento dá margem à ignorância.
A distância não depende necessariamente da vontade, ao contrário do distanciamento, que é intencional.
Quando entendemos, distanciamo-nos de quem queremos ver à distância.
Digamos que a distância se mede em metros ou km e o distanciamento se mede em sentimentos: receio, incómodo, insegurança…
Podemos estar distantes, à distância da saudade, ou distantes, lado a lado, com a indiferença.
Seguramente, prefiro a distância que aproxima aqueles que, estando longe, fazem de tudo para marcar presença, do que o distanciamento que, cara a cara, faz os presentes estarem cada um na sua.
Porque o que une pode viver separado e o que vive separado dificilmente gera união.
Existem casais/amores que sobrevivem à adversidade de viverem à distância, enquanto existem casais/amores que sucumbem à veleidade do distanciamento em que vivem.
Felizes os que vivem à distância e sobrevivem ao distanciamento...!
Ideal seria que distância e distanciamento dessem as mãos e desaparecessem da maioria das vidas. No entanto, haverá sempre fatores que justifiquem aquela e razões injustificadas que levem a este.
Construir pontes para encurtar distâncias e apertar laços para impedir distanciamentos, seria a solução para os conceitos unir e a união das pessoas conseguir.








Sofia Cardoso
7 de julho de 2015

No kiss

Desapareceu o beijo.
Foi-se, não o vejo.
Deixou os meus lábios
Que se achavam sábios.

Nem sequer o procuro.
Ergueu-se um muro,
Que não me apetece subir.
Prefiro, antes, sorrir.

Um beijo exige entrega
E, por agora, estou cega.
À volta, nada vejo,
Nem tão pouco desejo.

Muito menos o lamento.
Estar só não é tormento.
É uma aprendizagem,
De muitas, desta viagem.

Não o vou roubar,
Nem a sua falta chorar.
Um dia que apareça,
Talvez me apeteça.

Até lá, há caminho
E outras formas de carinho.
Quem agora o tem,
Que o goze muito bem.

Diante deste mar,
Não me ouso queixar.
Sinto-me muito amada,
Mesmo sem ser beijada.





Sofia Cardoso
06 de julho de 2015

sábado, 4 de julho de 2015

Obrigada!!!

Sabia que este dia chegaria e, inclusivamente, imaginei muitas vezes como seria.
Ao longo dos últimos anos, enquanto os outros aplaudia, pensava sempre: “qualquer dia, és tu…”
Pois, o “qualquer dia" chegou. É o hoje e o agora e, por mais que não goste de despedidas, esta não tem fuga possível, nem tão pouco a posso contornar, sem nada dizer, como habitualmente costumo fazer.
Sendo assim, resta-me encarar e aguentar-me e fazer esta viagem até ao fim.
Ainda ontem eras uma bebé de 9 meses, alegremente sentada no carrinho, alheia à cerimónia de lançamento da 1.ª pedra, lado a lado com o buraco na terra onde se iniciariam os alicerces da tua educação.
Daí até à inauguração, foi um saltinho e ali estavas tu, inesperada e privilegiadamente, ao colinho. Um “senhor colinho” que te ergueu do chão para que, com ele, cortasses a fita inaugural.
E eis que uma viagem emocionante, magnífica e relaxante, que pareceu fluir lentamente num lindo balão de ar quente, parece agora ter decorrido num avião a jato.
Assim, de repente, aí estás, finalista de cartola na cabeça, rodeada dos colegas e amigos que contigo foram crescendo e criando laços, fazendo com que também nós, mães, crescêssemos convosco e criássemos laços entre nós, agora sentadas, de lágrima no olho, orgulhosas do vosso percurso.
Atrás de vocês, corações de cores berrantes lembram os valores humanos que hoje urge berrar à sociedade. Valores que estão na base da vivência humana e na educação que começa em casa, reflete-se na escola e vinga pelas mãos de bons pais e bons educadores/professores, apoiados numa sólida e vasta equipa docente e não docente.
Todos contam e todos te viram crescer e contribuíram para que fosses feliz e sejas agora a menina grande que és por fora mas, principalmente, também por dentro.
Por isso, comovida, a todos agradeço. Tenho a certeza que vão sentir a tua falta porque sempre foste muito acarinhada. Sei que também tu vais sentir a falta de todos aqueles com que convivias tantas horas por dia...
No entanto, uma nova etapa vai começar e há que seguir o caminho sem temer, já que os amigos, uma vez no coração, ficam para a vida.
A vocês, em especial, queridas amigas Nini e Eni, um gigante agradecimento por serem as pessoas maravilhosas que são, por darem o vosso melhor, por não vestirem a camisola para a exibir mas por a assumirem de alma e coração, não apenas por cima da própria pele mas, por vezes, acima dela, mesmo quando ferida. Porque acreditam e agem em conformidade com os valores que fazem parte de vocês, que lhe passaram, a ela, à mana e a todas as crianças ao longo dos últimos 7 anos, e que hoje, numa apresentação tão bonita de final de ano, fizeram brilhar…
Muito, muito, muito obrigada a ambas e a todos os que fazem ou já fizeram parte da vossa equipa, por tudo o que deram nesta jornada.
Até já…

Sofia Cardoso
3 de julho de 2015