domingo, 12 de julho de 2015

Viver, Sentir, Escrever...

Quanto mais escrevo,
Mais impelida me sinto a escrever,
Mais gosto tenho em escrever,
Mais liberdade sinto para escrever,
Mais urgência tenho de escrever…
Se me perguntarem por que escrevo,
Não sei bem o que responder.
Deve ser algo inato, intrínseco,
Uma necessidade que preciso satisfazer.
Não gosto de chamar-lhe vício,
Porque não é um inimigo a combater.
Para quem o faço?
Todos quantos me queiram ler.
Mas, antes, só porque sinto,
E em manifestá-lo, experimento prazer.
São as palavras que me encontram
E insistem no papel aparecer.
Leva tempo, nem sempre é fácil.
Não é automático, nem basta querer.
A intenção é só o primeiro passo,
De um longo a caminho a percorrer.
Curiosamente, é uma defesa,
Apesar do que a leitura deixe entender.
A expressão também liberta
E a exposição, pormenor a não temer.
A abertura não assiste a todos,
Digna de quem, a ninguém, tem a dever.
E, assim, basicamente,
Escrever é como viver.  







Sofia Cardoso
12 de julho de 2015

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