domingo, 11 de outubro de 2015

«Amigos Improváveis»

Há quem adore animais. Também gosto muito deles e tantos há que nos ensinam muito mais que muita gente mas, verdadeiramente, adoro pessoas.
Os animais seguem um padrão de comportamento mais ou menos adequado à espécie a que pertencem, o que os distingue de todos nós, que somos especiais precisamente por sermos tão diferentes uns dos outros. AÍ reside a nossa riqueza.
Ontem vi um filme, baseado numa história verídica, que me encantou. Também adoro histórias verídicas porque nos provam tudo o que é possível ser, existir, aprender, conseguir… E nos dão verdadeiras lições de vida…
O enredo gira em torno de um emprego que nem era para o ser e de como uma simples relação completamente improvável entre duas pessoas tão distintas transforma duas vidas para sempre.
Podemos ser muito do que e de quem nos rodeia, é um facto. No entanto, podemos ser muito mais, se quisermos. Se formos nós próprios, em qualquer circunstância, perante qualquer pessoa, sem preconceitos, máscaras ou subterfúgios.
A beleza desta história encontra-se no acaso de ser justamente a diferença que gera a união dos dois personagens que, sendo de mundos antagónicos, fazem do que podia ser um choque cultural constrangedor, um abraço intelectual comovente, de forma hilariante.
Circunstâncias adversas da vida, podem ser respeitosa e inteligentemente minimizadas ao ponto de nos conseguirmos rir delas, sendo sensivelmente sinceros mas pragmáticos ao lidar com elas.
«Amigos Improváveis» deixa-nos uma tremenda lição de como não devemos julgar ninguém pela aparência, de como podemos ir mais longe se nos disponibilizarmos a isso, de como o preconceito é uma barreira transponível, de que rir é e sempre será o melhor remédio, de que a felicidade pode vir de onde e através de quem menos esperamos, de que somos todos bem maiores e melhores do que às vezes supomos…


Sofia Cardoso
11 de outubro de 2015 

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