quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Uma questão de honra...

A sociedade do “eu-quero-posso-e-mando” está a encher egos e a vazar consciências…
O egocentrismo não está a abrir mentes. Está a fechar corações. A enclausurar valores…
Noutros tempos, quando se assumia um compromisso, fosse de que natureza fosse, levava-se o mesmo até ao fim porque se conhecia bem o significado da palavra HONRA. Experimentem perguntar ao jovem mais perto se vos sabe explicar o conceito. [Pois é…]  
Resumindo as suas múltiplas definições, basicamente, refere-se ao “sentimento do dever, da dignidade e da justiça.” Dignidade, respeitabilidade…
O respeito por um compromisso assumido não deve ser posto em causa por dá cá aquela palha. Existem pessoas, projetos, trabalho desenvolvido, relações, sentimentos, direitos e obrigações sob os comprometimentos, sejam eles pessoais, profissionais, escolares, familiares, bilaterais ou universais. 
É preciso que a educação não ceda à vulnerabilidade das vontades, para não dizer caprichos, de quem ainda está a crescer e a aprender ser, sob pena de um dia não se saber comprometer. E o comprometimento, a responsabilidade, são essenciais à relação com o outro em sociedade.  
Haverá poucos compromissos vitalícios (exceção feita aos casamentos ou relacionamentos familiares ditos perfeitos), nem os defendo cegamente. Preocupam-me sobretudo os compromissos a prazo que quando quebrados negligentemente ferem legítimas expectativas de alguém, atropelando o que está certo para chegar mais rápido à satisfação de um desejo com gozo direto.
A vida dá as suas voltas e sempre me agradou a ideia de mudança. Só não sou conivente com a falta de respeito que possa estar subjacente. Portanto, tudo a seu tempo e honradamente.




Sofia Cardoso
05 de janeiro de 2017




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