domingo, 12 de fevereiro de 2017

Vem...

Se há gestos que dispensam palavras, também há palavras que representam bonitos gestos… Ambos aproximam as pessoas, constroem pontes que, atravessadas, estabelecem uma relação.
Esta última semana e meia foi rica em pequenas manifestações de atenção que me levaram da surpresa à comoção.
Todas bem distintas mas sinais de quem, por qualquer motivo particular, se lembrou de mim, nuns casos mesmo estando longe e noutro, aqui bem perto, abrindo caminho para a minha presença ou puxando-me diretamente para junto de si.
A simples lembrança, somada depois à simpatia do gesto da procura, em qualquer uma das situações traduzido e resumido pela palavra “vem”. Obviamente que quem me quer presente ou por perto, me quer bem… E que privilégio é fazer parte da lembrança de alguém... Significa que não vivo para o meu reflexo no espelho e existo muito mais além.
De facto, quando nos encontramos no pensamento dos outros, temos a certeza de que não andamos perdidos, e muito menos sozinhos, neste mundo que é de todos e não pertence a ninguém.


Sofia Cardoso
12 de fevereiro de 2017

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