Foi-te confiada por um pai que sempre te tratou como um filho. Que te adorava, admirava, que em vocês acreditava… Há um ano, negaste-a pela terceira e derradeira vez. Mundanamente falando, cuspiste no prato que, durante quase 14 anos te saciou e deitaste fora o que sobrou. Viraste costas e saíste definitivamente, não sem antes lhe dares a estocada final, ao lhe confessares passos que outrora juraria seres incapaz de dar. Deixaste-a revoltada, dececionada, magoada mas não prostrada. Frustrada, talvez. Por te ter dedicado tantos anos que em minutos desacreditaste tão injusta e levianamente. Fingiste, realmente, ser feliz durante tanto tempo? Nunca o foste, de facto? Idealizaste verdadeiramente aquela típica vida de casar e ter filhos? Difícil de engolir por quem é e sempre foi de verdade. Autêntica, sincera, genuína, chata, impulsiva, obstinada, é certo, mas sempre apaixonada e capaz de apostar todas as suas fichas num futuro risonho que acreditava ser uma realidade e não uma il...