terça-feira, 7 de julho de 2015

Distância(mento)

Distância e distanciamento são conceitos bem distantes, porque distintos. Sinónimos erróneos, basicamente.
Há pessoas que estão mesmo ali ao lado e que distam milhas de importância de nós. E depois há outras, que estão fisicamente a km de distância mas sempre no nosso coração, consciência e pensamento.
À distância não vence o esquecimento. Já o distanciamento dá margem à ignorância.
A distância não depende necessariamente da vontade, ao contrário do distanciamento, que é intencional.
Quando entendemos, distanciamo-nos de quem queremos ver à distância.
Digamos que a distância se mede em metros ou km e o distanciamento se mede em sentimentos: receio, incómodo, insegurança…
Podemos estar distantes, à distância da saudade, ou distantes, lado a lado, com a indiferença.
Seguramente, prefiro a distância que aproxima aqueles que, estando longe, fazem de tudo para marcar presença, do que o distanciamento que, cara a cara, faz os presentes estarem cada um na sua.
Porque o que une pode viver separado e o que vive separado dificilmente gera união.
Existem casais/amores que sobrevivem à adversidade de viverem à distância, enquanto existem casais/amores que sucumbem à veleidade do distanciamento em que vivem.
Felizes os que vivem à distância e sobrevivem ao distanciamento...!
Ideal seria que distância e distanciamento dessem as mãos e desaparecessem da maioria das vidas. No entanto, haverá sempre fatores que justifiquem aquela e razões injustificadas que levem a este.
Construir pontes para encurtar distâncias e apertar laços para impedir distanciamentos, seria a solução para os conceitos unir e a união das pessoas conseguir.








Sofia Cardoso
7 de julho de 2015

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